Má higiene e mordida errada podem elevar risco de perda óssea na boca

Quem cuida bem da saúde dos dentes pode retardar o processo da perda. Bem Estar desta quarta-feira (6) deu dicas para cuidar da saúde dos ossos.

Quem não quer ter um sorriso bonito durante toda a vida? No entanto, isso não é tão simples assim. Para manter os dentes e a boca saudáveis ao longo dos anos, é preciso se preocupar com os hábitos de higiene bucal e também com a posição da mordida, como alertou a dentista Ana Paula Uzun no Bem Estar desta quarta-feira (6).
Quem não cuida bem da saúde da boca e dos dentes pode acelerar o processo de perda óssea, um dos maiores inimigos do sorriso bonito. De acordo com o dentista Gustavo Bastos, é normal que, com o passar dos anos, o paciente comece a ter menos osso suportando seus dentes, mas é possível retardar e diminuir essa perda.

No caso da aposentada Virgínia Missura, por exemplo, de 65 anos, a falta de cuidados com a boca foi a responsável pela perda de alguns dentes e também por infecções na gengiva e cáries, como mostrou a reportagem (veja no vídeo ao lado).
No entanto, a perda dos dentes não é a única consequência da perda óssea – como explicou o dentista Gustavo Bastos, sangramentos e infecções na gengiva, por exemplo, também podem levar a essa perda. Porém, todos esses problemas podem ser evitados com bons hábitos de higiene e limpeza – segundo o especialista, quem cuida bem dos dentes e da gengiva pode chegar aos 80 anos de idade com os dentes e ossos saudáveis.

Já quem tem osteoporose, que é o desgaste dos ossos, não necessariamente tem problemas nos maxilares – isso porque a doença está mais relacionada à falta de atividade física e como os músculos da face são muito movimentados ao longo dos anos, são menos atingidos. Por isso, pessoas que têm osteoporose podem realizar tratamentos dentários, mas sempre informando ao dentista os medicamentos que toma e o tratamento.
Pasta de dente (Foto: Arte/G1)

Segundo o ginecologista José Bento, para evitar a osteoporose, é preciso manter os ossos saudáveis com a ingestão de cálcio e vitamina D e atividade física.
A ausência desses três fatores pode levar à osteopenia, que é o começo do processo de perda de massa óssea, e depois à osteoporose, mais comum nas mulheres, especialmente depois da menopausa. Isso acontece porque, nessa fase, ocorre uma diminuição do estrógeno, que ajuda a proteger os ossos – por isso, é importante procurar um ginecologista para avaliar se é necessário começar uma reposição hormonal.

Já as grávidas também devem se preocupar com a saúde dos dentes, como mostrou a reportagem da série ‘Enquanto espero’ com o ginecologista José Bento (veja no vídeo ao lado).
Segundo o médico, as alterações hormonais durante a gestação causam modificações no organismo, principalmente na gengiva, que fica maior e mais vascularizada. Essa condição pode causar a gengivite gravídida, que pode até levar ao trabalho de parto prematuro. Por isso, é muito importante que a paciente mantenha a higiene bucal durante a gravidez e vá ao dentista, pelo menos uma vez, durante os 9 meses.
Dente de leite
Os dentes de leite começam a ser formados quando o bebê ainda está na barriga da mãe, mas só aparecem quando ele completa aproximadamente 6 meses de vida. Com 2 anos e meio, a maioria das crianças já está com os 20 dentes de leite na boca. Nesse período, os dentes permanentes já começam a se formam e, aos 6 anos de idade, os de leite começam a cair e os permanentes aparecem.

Quando os dentes de leite começam a ficar moles, é preciso, no entanto, que eles sejam escovados.
Depois de caírem, o ideal é que em até 6 meses os permanentes apareçam – se demorar mais do que isso, é preciso procurar um dentista para avaliar se há algum problema, como mostrou o dentista Gustavo Bastos na reportagem da Marina Araújo (veja no vídeo ao lado).

Fonte: Globo, Bem Estar

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